A imagem de estandes lotados com muitos clientes em busca de orçamentos para fechar negócio parece não estar muito próxima da realidade vivenciada hoje pelo mundo, especialmente pelos brasileiros, que ainda lutam para reduzir o número de casos e de mortes pela Covid-19. Apesar do segmento de eventos estar na lista dos mais impactados pela pandemia, alguns empresários preferem usar este período para atuar com planejamento e buscar inovações para apresentar em seus projetos para 2021.
Um levantamento feito pelo Sebrae, em abril, mostra que a pandemia do coronavírus afetou 98% do setor de eventos. O impacto provocado pela Covid-19 também fica evidente observando o faturamento do setor. Em comparação ao mês de abril do ano passado, 62,5% dos entrevistados acreditam na redução de 76% a 100% do faturamento em abril deste ano.
Com dois eventos programados para 2021 – a Pet Fair ES, que será nos dias 29 e 30 de maio, e a Expo Condomínio Completo, nos dias 26 e 27 de agosto – o empresário Eder Mota, da Realiza Editora & Eventos, que atua diretamente nesta área do turismo de negócios, explica que o momento antecipou algumas ideias que só seriam implantadas futuramente. “Coisas que faríamos só daqui a um tempo, já vamos tentar para a próxima edição, como um modelo presencial e on-line para os ciclos de palestras”, comenta.
Além disso, um período para entender também este novo perfil de comportamento do consumidor também parece essencial para se adaptar a esta nova realidade. “Diferentemente de um evento de varejo ou entretenimento, atuamos numa parte do setor (de feiras e exposições) que exige maior relacionamento, troca e experiência para os visitantes. Por isso, uma das ideias que trabalhamos atualmente é que o evento não pode estar vivo apenas nos dias em que ele acontece”, idealiza.
Como solução, o empresário aborda que as estratégias on-line e de live marketing podem ajudar nas futuras ações. “Temos que pensar em estratégias para o cliente estar conosco durante todo ano, com produção de conteúdos voltados para este público. Além disso, esse tempo de reflexão nos fez entender o que as pessoas realmente querem em relação a propósitos, posicionamentos, conceitos da sua marca. Isso nos ajuda a montar uma programação que agrade e esteja afinada com esses novos anseios e também para agradar os expositores. Afinal, agora ele pensa muito mais antes de fazer um investimento e só participa de ações que sejam interessantes e com resultados bem definidos”, analisa.
Adaptação para seguir todos os protocolos
As feiras e congressos eram aproveitadas pelas empresas para cumprir outras agendas. Um executivo raramente passa todo o tempo de um congresso com foco total no evento. Há encontros, reuniões e rodadas de negócios informais que costumam acontecer paralelamente às grandes reuniões. Muitas vezes, os participantes valorizam ainda mais o networking, a oportunidade de falar com colegas do outro lado do mundo, ou com potenciais novos parceiros ou clientes e observar de perto os seus concorrentes.
Com toda essa necessidade de contato e reunião de grandes públicos neste setor, é importante aproveitar este período também para pensar na adoção de estratégias que forneçam mais segurança para os visitantes que estarão nos eventos, mesmo que só no próximo ano. “Buscamos muita informação e já aderimos ao selo do turismo responsável, limpo e seguro – emitido pelo Ministério do Turismo, por meio do Cadastur – e, na retomada, vamos adotar todos os protocolos que forem exigidos. Acredito que deve haver alguma mudança até a data dos próximos eventos, mas já estamos comprometidos com a segurança dos frequentadores”, afirma Eder Mota.

Com dois eventos programados para 2021 – a Pet Fair ES, que será nos dias 29 e 30 de maio, e a Expo Condomínio Completo, nos dias 26 e 27 de agosto – o empresário Eder Mota, da Realiza Editora & Eventos, que atua diretamente nesta área do turismo de negócios, explica que o momento antecipou algumas ideias que só seriam implantadas futuramente. “Coisas que faríamos só daqui a um tempo, já vamos tentar para a próxima edição, como um modelo presencial e on-line para os ciclos de palestras”, comenta.
Além disso, um período para entender também este novo perfil de comportamento do consumidor também parece essencial para se adaptar a esta nova realidade. “Diferentemente de um evento de varejo ou entretenimento, atuamos numa parte do setor (de feiras e exposições) que exige maior relacionamento, troca e experiência para os visitantes. Por isso, uma das ideias que trabalhamos atualmente é que o evento não pode estar vivo apenas nos dias em que ele acontece”, idealiza.
Como solução, o empresário aborda que as estratégias on-line e de live marketing podem ajudar nas futuras ações. “Temos que pensar em estratégias para o cliente estar conosco durante todo ano, com produção de conteúdos voltados para este público. Além disso, esse tempo de reflexão nos fez entender o que as pessoas realmente querem em relação a propósitos, posicionamentos, conceitos da sua marca. Isso nos ajuda a montar uma programação que agrade e esteja afinada com esses novos anseios e também para agradar os expositores. Afinal, agora ele pensa muito mais antes de fazer um investimento e só participa de ações que sejam interessantes e com resultados bem definidos”, analisa.
Adaptação para seguir todos os protocolos
As feiras e congressos eram aproveitadas pelas empresas para cumprir outras agendas. Um executivo raramente passa todo o tempo de um congresso com foco total no evento. Há encontros, reuniões e rodadas de negócios informais que costumam acontecer paralelamente às grandes reuniões. Muitas vezes, os participantes valorizam ainda mais o networking, a oportunidade de falar com colegas do outro lado do mundo, ou com potenciais novos parceiros ou clientes e observar de perto os seus concorrentes.
Com toda essa necessidade de contato e reunião de grandes públicos neste setor, é importante aproveitar este período também para pensar na adoção de estratégias que forneçam mais segurança para os visitantes que estarão nos eventos, mesmo que só no próximo ano. “Buscamos muita informação e já aderimos ao selo do turismo responsável, limpo e seguro – emitido pelo Ministério do Turismo, por meio do Cadastur – e, na retomada, vamos adotar todos os protocolos que forem exigidos. Acredito que deve haver alguma mudança até a data dos próximos eventos, mas já estamos comprometidos com a segurança dos frequentadores”, afirma Eder Mota.

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