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Setembro Amarelo: TDAH em adultos ainda é um desafio silencioso

29/09/2023 • Por Juliana Fonseca • Leitura de 2 min
29/09/2023
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, conhecido como TDAH, é frequentemente associado a crianças em idade escolar. No entanto, muitos adultos também enfrentam os desafios dessa condição, embora seus sintomas possam se manifestar de maneira diferente, sendo assim, muitas vezes, uma realidade silenciosa, mas que atinge, segundo estimativas, 2% a 5% dos adultos no mundo todo. Neste Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre saúde mental, vale alertar para esse transtorno ainda muito subestimado ou confundido com outras condições, como ansiedade ou depressão. “Em adultos, os sinais podem se manifestar de maneira mais sutil, tornando o diagnóstico muitas vezes desafiador e resultando em anos de luta silenciosa, prejudicando a qualidade de vida e o bem-estar desses indivíduos”, comentou o psicólogo Márcio Merçoni, que tem TDAH e é especialista nessa área.

Segundo ele, enquanto as crianças com TDAH costumam ser hiperativas e impulsivas, os adultos com o transtorno podem apresentar sintomas mais internalizados, como procrastinação crônica, desorganização e dificuldade em manter relacionamentos. “Com isso, em adultos, o TDAH também pode afetar significativamente o desempenho no trabalho, levando a problemas de produtividade e relacionamento com colegas. E muitas vezes coexiste com outros distúrbios, como ansiedade, depressão e transtorno do sono, tornando o tratamento do TDAH mais complexo”. Tratamento do TDAH E, como seria esse tratamento de TDAH? O primeiro passo é procurar um psicólogo ou um neurologista para um diagnóstico adequado, que é crucial para um acompanhamento eficaz. “A terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem sido uma abordagem eficaz para o TDAH em adultos. Ela pode ajudar a desenvolver estratégias para lidar com os sintomas e melhorar a organização e a gestão do tempo. Em alguns casos, medicamentos podem ser prescritos para ajudar a controlar os sintomas”, ressaltou Merçoni. Dicas para conviver com o transtorno Aprender sobre o TDAH e suas particularidades também é fundamental. Além disso, incorporar práticas de autocuidado, como exercícios regulares, sono adequado e momentos de descanso pode melhorar a qualidade de vida. “Assim como criar rotinas estruturadas e estabelecer metas específicas auxilia na manutenção do foco e a produtividade”, orientou o psicólogo. Márcio Merçoni comenta ainda que, com o diagnóstico adequado e o apoio de profissionais de saúde mental, é possível aprender a gerenciar os sintomas e alcançar uma melhor qualidade de vida. “O tratamento de TDAH e o suporte estão disponíveis e podem fazer uma diferença positiva na vida de quem enfrenta esse transtorno”.
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