No próximo dia 25 de setembro, celebra-se o Dia Mundial do Pulmão, data dedicada à conscientização sobre a importância da saúde respiratória. Em 2025, a campanha global tem como tema “Saúde Pulmonar para Todos”, coordenada pelo Fórum das Sociedades Respiratórias Internacionais (FIRS)
A campanha deste ano destaca a necessidade urgente de ação em prol da saúde pulmonar, com foco na implementação de políticas públicas que promovam a equidade no acesso ao cuidado respiratório. A Plataforma Global de Pacientes de Alergia e Vias Aéreas (GAAPP) solicita aos governos a implementação das ações delineadas na Resolução Integrada de Saúde Pulmonar, aprovada por unanimidade na 78ª Assembleia Mundial da Saúde em Genebra, em maio de 2025.
De acordo com a pneumologista e Especialista em Medicina do Sono, Dra. Jessica Polese, a data é uma oportunidade para reforçar a importância de hábitos saudáveis, cessar o hábito de fumar, a prática regular de atividades físicas, além de buscar orientação médica em caso de sintomas respiratórios persistentes, e ainda sobre a importância da vacinação.
A médica lembra que além do cigarro, é preciso estar atento à poluição atmosférica e a outros fatores, como: Poeiras, produtos químicos, solventes, pesticidas e fibras (como o amianto) podem causar pneumoconioses e outros problemas respiratórios crônicos. “É muito importante também a atenção à poluição doméstica, pouca ventilação em casa, além de alguns tipos de trabalhos, a exposição a poluentes atmosféricos (fumaça de veículos, indústrias, queima de lixo, poeira fina), tudo isto aumenta o risco de asma, bronquite, DPOC e câncer de pulmão”, alerta a médica.
O câncer de pulmão é muitas vezes silencioso e agressivo. Os sintomas iniciais incluem tosse persistente, escarro com sangue, dor no tórax, rouquidão, perda de peso e apetite. “Em fumantes, a tosse fora do habitual, infecções respiratórias recorrentes como pneumonia, além de fadiga frequente, são sinais de alerta que merecem atenção”, reforça.
Jessica ressalta que o câncer de pulmão é uma das formas mais comuns em todo o mundo. “Ele está fortemente associado ao tabagismo, mas o que muita gente não sabe é que ele também pode afetar pessoas que nunca fumaram, como divulgado pela Revista Nature neste ano, onde foi constatado que a exposição prolongada à poluição atmosférica pode causar mutações no DNA muito semelhantes às provocadas pelo tabagismo”, explica.


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