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Risco de doenças crônicas entre população mais pobre

21/01/2022 • Por Criar Comunicacao • Leitura de 2 min
21/01/2022
Uma nota técnica divulgada pelo IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde) sobre os dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostrou que a desigualdade socioeconômica é determinante para o surgimento de doenças crônicas, entre elas a hipertensão e diabetes e que o risco de adquirir estas enfermidades chega a duas vezes mais dos que tiveram uma educação formal por mais tempo. Para a endocrinologista e Especialista em Medicina Esportiva, Gisele Lorenzoni, por conta da pandemia e de diversos dados já divulgados, a pobreza e o desemprego aumentaram, além dos preços dos alimentos, e isto reflete diretamente na saúde da população de baixa renda. “Muitos recorreram com maior frequência a alimentos industrializados e embutidos, além de ‘fast food’, e isto é fator de risco”, esclarece a médica. O diabetes é uma doença que eleva os níveis de glicose no sangue, e pode ser ocasionada pelo sobrepeso. A hiperglicemia deve ser controlada por estar associada a lesões de microcirculação. “Com o tempo estas lesões podem prejudicar o funcionamento de vários órgãos como rins, olhos, nervos e coração”, explica a endócrino. Já a hipertensão é uma doença silenciosa e por conta disso, perigosa e também pode afetar a circulação sanguínea. “Com as duas doenças em que a população brasileira é mais acometida por conta de sedentarismo, obesidade, e má alimentação, esta pesquisa acende mais ainda o alerta destes grupos de menor renda e escolaridade, que estão passando por isto”, afirma a médica. Para ela, o sistema de saúde também tem que ficar atento a estas doenças, porque o reflexo chegará, com pacientes crônicos precisando de tratamento constante e ainda, outras doenças que são ocasionadas por estas.  
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