Um a cada cinco jovens de 18 a 24 anos usa o dispositivo eletrônico
Uma pesquisa realizada pelo Covitel ( Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia) aponta que um a cada cinco jovens de 18 a 24 anos usa cigarros eletrônicos no país. O resultado é de uma pesquisa feita por telefone com nove mil pessoas em todas as regiões do país.
Para a pneumologista Jessica Polese, a sensação de que este dispositivo faz menos mal tem aumentado o consumo. “A opção de sabores do cigarro eletrônico causa uma sensação de bem estar, de o ato ser inofensivo, porém nós alertamos que o cigarro eletrônico é pior ainda”, explica.
De acordo com a médica, “estes dispositivos contém nicotina e diversas substâncias químicas, incluindo cancerígenos comprovados para pulmão, bexiga, estômago e esôfago”, alerta a especialista.
Com a falta de fiscalização e o aumento das vendas destes dispositivos durante o auge da pandemia - em que também houve um aumento do tabagismo em torno de 30% conforme divulgou a Fiocruz – é preocupante a facilidade da compra do produto. “Há uma ilusão de que é legal, que fica bonito, que é saboroso fumar o dispositivo, por ser eletrônico, algo moderno e os índices viciantes só aumentam e num período em que as doenças respiratórias são mais frequentes”, pontua Jessica. “E pior, não há respeito, quem fuma, tem usado ambientes fechados e ainda os poluem e afetam os não fumantes”, finaliza a doutora.
Interaja com esta matéria

Participe da conversa