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Perda auditiva atinge 75% dos portadores da Síndrome de Down

23/03/2022 • Por Karoline Fabroni • Leitura de 2 min
23/03/2022

>> Muitas pessoas com a síndrome de Down apresentam malformações do sistema auditivo e acabam tendo muitas infecções crônicas do ouvido, o que pode causar perda auditiva.

Não é incomum identificar crianças e adultos com síndrome de Down que têm problemas de audição. De acordo com as Diretrizes de atenção à pessoa com Síndrome de Down do Ministério da Saúde, cerca de 75% das pessoas com a trissomia sofrem perda auditiva no decorrer da vida. Isso acontece, pois as pessoas com esta síndrome podem apresentar alterações auditivas e otológicas, na deglutição, na fala, na linguagem e também distúrbios do sono.

De acordo com o otorrinolaringologista, Márcio César da Silva as crianças com síndrome de Down precisam ter a audição testada regularmente, e isso desde o nascimento, fazendo a triagem auditiva neonatal, conhecida como Teste da Orelhinha.

“Mesmo fazendo o teste ao nascimento, é importante a visita regular ao otorrinolaringologista , pois  devido à algumas malformações características da síndrome, a perda auditiva pode surgir  após o período neonatal, durante o crescimento da criança.

As avaliações devem ser realizadas a cada seis meses até a idade escolar e depois anualmente durante a infância. Naqueles que os exames detectarem qualquer alteração o período de tempo para retorno do teste pode ser encurtado.

De acordo com Márcio, até mesmo na adolescência e quando adultos o cuidado deve ser mantido.

Os tratamentos vão depender de cada caso, e não devem ser negligenciados, pois a audição preservada é fundamental para o desenvolvimento cognitivo das crianças, no seu aprendizado, e na sua socialização.

Prevenção e Tratamento

Durante o crescimento,  crianças com Síndrome de Down tem maiores chances de desenvolver  efusão na orelha média  e otites frequentes , que podem contribuir para a perda auditiva e comprometimento da função comunicativa. Vale lembrar que a perda auditiva na infância, mesmo que transitória e em diferentes graus, é considerada um risco para o desenvolvimento da linguagem e para as habilidades do processamento auditivo. Isso pode causar atrasos na fala e na linguagem, afetando o aprendizado da criança.

Existe uma série de tratamentos clínicos, cirúrgicos, assim como a reabilitação auditiva com uso de próteses que podem ajudar a dar mais qualidade de vida para a criança, bem como auxiliar na sua autonomia.

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