Com a chegada das baixas temperaturas, muitas pessoas com doenças reumáticas, que afetam mais de 15 milhões de brasileiros, percebem uma piora em seus sintomas. Condições como artrite reumatoide, osteoartrite e fibromialgia, por exemplo, costumam ser as mais impactadas durante o inverno.
Embora essas queixas sejam comuns, a Sociedade Brasileira de Reumatologia explica que o frio de fato pode intensificar a dor, rigidez, o inchaço e a dificuldade de movimentação, mas não desencadeia e nem agrava a doença.
Então, o que acontece? Por que embora a queda na temperatura não seja a causa das doenças reumáticas, ela pode aumentar a percepção dos sintomas pelos pacientes? Acredita-se que o frio leva as pessoas a se movimentarem menos, resultando em maior contratura muscular, vasoconstrição e impacto indireto nas articulações.
Assim, para pacientes com doenças reumáticas imunomediadas, como esclerose sistêmica, lúpus, miopatias inflamatórias e doença de Sjögren, o cuidado durante o frio deve ser redobrado.
A reumatologista da Reuma Lidia Balarini destaca que, entre as medidas preventivas, estão: se manter aquecido, usando roupas quentes para evitar a perda de calor do corpo, e luvas, cachecóis e meias térmicas para proteger as extremidades e prevenir complicações como o espasmo vascular, conhecido como fenômeno de Raynaud.

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