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Texto de Xavier Bartaburu. Fonte: Mongabay Brasil - Notícias ambientais
Republicado pela WelcomePlanet com crédito da fonte. Ver publicação original
“Eu levei a minha filhinha Bayolet para fazer uns exames quando ela tinha cinco anos. Ela já tinha desmaiado duas vezes na escola e nós não sabíamos a razão”, diz Gladys Ordoñez, moradora da comunidade indígena de Shintuya, na Amazônia peruana. A poucos quilômetros de Shintuya, pelo rio Madeira, está a Terra Indígena (TI) Karipuna, em Rondônia, no Brasil. Ali, Adriano Karipuna, líder da comunidade, relata um drama parecido: “[As crianças] nascem com problemas, com doenças do coração. Há jovens e adolescentes que já têm dificuldade para respirar.” Bayolet, na foto com a família, tinha cinco anos quando foram detectados teores elevados de mercúrio em seu sangue. Foto: Max Cabello. A história se repete na Amazônia boliviana. “Nós estamos cansados de pedir assistência médica”, diz Limberth Miquere, que é corregidor (líder da comunidade indígena) de Buena Vista. Essas vozes vêm de homens e mulheres que vivem às margens dos rios amazônicos Madeira (Brasil), Beni (Bolívia) e Madre de Dios (Peru), em testemunhos inevitavelmente atravessados por uma palavra: mercúrio. “Eu não sei se o meu marido está doente ou se eu estou. Quem pode nos explicar isso?”, pergunta Iris Yante, mãe de três filhos na Amazônia peruana. O mercúrio é um metal pesado usado no garimpo ilegal de ouro, uma atividade ilícita, violenta, altamente lucrativa e em plena expansão. Na bacia do Madre de Dios, durante 27 anos (1997 a 2024), o garimpo destruiu mais de 95 mil hectares de floresta, uma área quase equivalente a toda a zona urbana de…This article was originally published on Mongabay
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