>> Hoje existem técnicas e substancias modernas que não trazem prejuízos para a saúde e que proporcionam excelentes resultados de preenchimento.
O PMMA (Polimetilmetacrilato) também conhecido como Metacril já trouxe como consequência complicação para muita gente e até já levou muitas pessoas a morte. Infelizmente continua sendo comercializado e existem pessoas que ainda tem coragem que utilizar esse produto.
Conversamos com o cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Adriano Batistuta e ele explicou por que devemos falar sobre o assunto e quais são as outras possibilidades de realizar preenchimentos com produtos que não sejam nocivos à saúde.
Adriano disse que apesar do PMMA não ser proibido, hoje existem produtos apropriados para preencher as áreas, como o ácido hialurônico, a toxina butolínica e as próteses de silicone, que são seguros para a saúde, dispensando a necessidade de uso do PMMA.
A empresária e digital influencer, Luciana Freire, de 33 anos, disse que fez um procedimento no lábio, com um profissional que disse ser da medicina estética, e não sabia o que foi aplicado. Trinta dias após o procedimento, notou que o lábio foi ficando torto. Após um exame de imagem foi identificado que o produto utilizado era o metacril e que ele encapsulou e ficou todo de um lado só do lábio. Ela disse estar em acompanhamento com cirurgião para tentar retirar o produto.
O metacril é um produto sintético que pode provocar necrose nas pessoas que fizeram uso. “Se fizermos um implante de silicone no glúteo, por exemplo, e se o corpo rejeitar, podemos retira-lo, o PMMA não. Ele é muito difícil de ser retirado e provoca muito dano ao tecido”, disse o médico.
A médio e longo prazo, o uso desse produto pode causar necrose, inflamações, nódulos e até provocar a morte.
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