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Texto de Xavier Bartaburu. Fonte: Mongabay Brasil - Notícias ambientais
Republicado pela WelcomePlanet com crédito da fonte. Ver publicação original
Em meados de agosto, quase 200 pessoas invadiram a Terra Indígena Ituna/Itatá, no Pará, arrombando portões da Funai, derrubando placas de advertência e montando acampamentos dentro de um território reservado a povos indígenas isolados. A invasão ocorreu depois que uma nova lei estadual criou a Área de Proteção Ambiental Bacajaí (APA Bacajaí), sobreposta integralmente à terra indígena protegida pelo governo federal. Segundo as autoridades, a insegurança jurídica provocada pela medida vem sendo explorada por grileiros para justificar a ocupação da área com pecuária e outras atividades agrícolas. O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) alertaram para o risco iminente de um confronto violento e possível genocídio do povo isolado do Igarapé Ipiaçava. Desde 2011, essa população vulnerável é protegida por uma série de portarias temporárias de restrição de uso da terra, que proíbem a entrada de pessoas não autorizadas na Ituna/Itatá. Em 2025, a Funai renovou a medida cautelar. As primeiras invasões foram relatadas um dia após o Pará publicar a nova lei estadual no Diário Oficial, em 12 de agosto de 2026, anunciando a criação da APA Bacajaí nos municípios de Altamira e Senador José Porfírio. A APA abrange cerca de 142.400 hectares da Amazônia brasileira e se sobrepõe “em 100% à Terra Indígena Ituna/Itatá”. O projeto de lei, apresentado em junho pelo deputado estadual do Pará Francisco Torres de Paula Filho, conhecido como Torrinho Torres, foi aprovado por unanimidade e virou lei um mês depois. “O que em 13 de agosto se resumia…This article was originally published on Mongabay
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