A produção industrial praticamente voltou ao patamar pré-pandemia, segundo indicador da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado na sexta-feira (6/11). O sinal de recuperação é referente ao mês de setembro deste ano e, com isso, a perspectiva dos empresários, mesmo frente às incertezas do cenário econômico mundial, é manter os planos de expansão.
No Espírito Santo, o setor de bebidas é exemplo dessa realidade. Localizada na Serra, a Convento Cervejaria contava com um faturamento vindo das demandas de bares e restaurantes. “Com a pandemia, foi preciso adaptar o negócio e passamos a oferecer um sistema próprio de entrega para o consumidor final. Com isso, a produção precisou atender tanto a demanda dos estabelecimentos quanto de pessoa física e vimos que era necessário expandir”, explicou um dos sócios, o empresário Léo Leal.
Segundo ele, apesar de toda a instabilidade do pós-pandemia, o setor de bebidas tem apresentado significativa melhora. “O consumo foi reduzido, claro, logo no início. Contudo, a retomada está acontecendo e a previsão é que em dezembro deste ano a Convento tenha a capacidade de produzir 17 mil litros de cerveja artesanal. Começamos, em 2018, com a produção de seis mil por mês”, detalhou.
Além de mais cerveja para atender bares e restaurante, bem como, o consumidor final, a fábrica vê com a expansão a possibilidade também de atender aos chamados produtores de cerveja cigana, que são cervejarias sem fábrica própria, mas que para comercializar seus produtos de forma legalizada precisam produzir em uma fábrica autorizada pelo Ministério da Agricultura.
“Agora, aqui no nosso parque industrial, um cigano conseguirá produzir a partir de 350 litros a 1.5 mil litros de cerveja de uma só vez. É um volume de produção relevante especialmente para o menor produtor, que atende a uma demanda mais baixa”, explicou o empresário Léo Leal.
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