Priscila Tiussi, otorrinolaringologista do São Bernardo Apart Hospital, alerta sobre cuidados para evitar a perda auditiva e infecções pelo uso do acessório
A necessidade do home Office tornou o uso de fones de ouvido um acessório de trabalho, seja para isolar os sons da casa do trabalho ou para participar de reuniões on-line com mais privacidade. O uso indevido do aparelho pode provocar perda auditiva por ruído, alerta a otorrinolaringolista do São Bernardo Apart Hospital (SBAH), Priscila Tiussi. Cuidado reforçado por estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) que prevê que até 2050 mais de 1,1 bilhão de pessoas poderão ter a audição danificada pelo uso dos fones de ouvidos. Segundo pesquisa da entidade, os mais atingidos serão os jovens entre 12 e 35 anos.
“Quanto maior o tempo de exposição, menor deve ser o volume. O uso do acessório por períodos extensos também aumenta a temperatura e umidade do canal auditivo podendo levar a otites externas e, além disso, podem causar lesões no conduto e remover o cerúmen natural aumentando o risco”, orienta a médica.
Priscila orienta que os fones devem ser usados o mínimo possível e no menor volume. “O suficiente para que seja possível escutar e entender o que é dito”, explica.
Evite a contaminação
Cerca de 10 mil fungos e bactérias, dentre elas a Staphylococcus aureus (que pode causar desde lesões cutâneas a infecções) e o fungo Candida ssp (fungo responsável por 80% das principais infecções fúngicas sistêmicas), podem ser encontrados em fones de ouvido e headfones, esse é o resultado da pesquisa realizada pela Faculdade de Biomedicina UniMetrocamp, de Campinas – SP.
“Para conseguirmos reduzir a quantidade de fungos e bactérias devemos higienizar com frequência os fones, idealmente sempre antes e após do uso. Dar preferência ao headfone. Em caso de dor, sensação de perda auditiva, saída de secreção pelos ouvidos ou incômodo local um otorrinolaringologista deve ser consultado para avaliação adequada do quadro e diagnóstico”, destaca a otorrino do SBAH.
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