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Dormir pouco pode aumentar o risco de infarto, mesmo em jovens

14/05/2025 • Por Criar Comunicacao • Leitura de 2 min
14/05/2025
Um estudo da Universidade de Uppsala, publicado na Biomarker Research, mostrou que apenas algumas noites de sono insuficiente, já elevam proteínas ligadas à inflamação e ao risco cardiovascular, mesmo em jovens saudáveis.
A pesquisa foi feita com 16 participantes, que dormiram normalmente em uma fase e, em apenas quatro horas por noite na outra. Após exercícios intensos e coleta de sangue, observou-se aumento de marcadores associados a doenças como infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC)e fibrilação atrial. De acordo com a médica Especialista em Medicina do Sono e pneumologista Jessica Polese, as enfermidades do coração como infarto e acidente vascular cerebral (AVC) podem ocorrer sem uma boa qualidade de sono. “Quando somos privados de um bom descanso, é comum que as pessoas experimentem distúrbios metabólicos, aumento da pressão arterial e inflamação sistêmica, fatores que estão ligados ao desenvolvimento de problemas cardíacos”, explica a médica. “Sempre debatemos que uma noite mal dormida pode causar obesidade, aumento do colesterol, do próprio estresse, e isto é um reflexo de todos os males que afetam a saúde do coração”, ressalta Jessica. O estudo da universidade também mostrou que o exercício físico ainda gera efeitos benéficos - mesmo com pouco sono - mas não substitui as funções essenciais do sono. Novas pesquisas devem avaliar os efeitos em outros perfis, como idosos e pacientes cardíacos. Para Jessica, a atividade física regular auxilia em uma rotina regular, que é primordial para a qualidade do sono.
 
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