Quando você escuta falar sobre cuidados paliativos, o que vem à sua cabeça? Normalmente costuma-se pensar que não há mais nada a ser feito por aquela pessoa doente ou que ela irá morrer em breve. Mas o conceito de cuidado paliativo é muito mais amplo. Esse cuidado tem como finalidade promover a qualidade de vida de pacientes e seus familiares, que enfrentam uma doença que ameaça a vida, prevenindo e proporcionando alívio dos sintomas de qualquer tipo de tratamento, e não só dos casos terminais. O médico faz a identificação precoce dos sintomas que possam trazer sofrimento ao paciente, seja de natureza física ou psicossocial e espiritual.
O cuidado paliativo não exclui o tratamento de combate à doença. “Nesse sentido, ele pode, sempre que possível, ser iniciado no momento do diagnóstico, buscando sempre o equilíbrio entre tratar a doença e cuidar da pessoa e da família, ressalta a oncologista e paliativista da Rede Kora, Camila Fonseca Perciano de Oliveira. À medida que os tratamentos modificadores da doença perdem espaço, os cuidados paliativos ganham mais força. No Meridional, oncologistas e uma equipe multidisciplinar discutem o cuidado que merece maior ênfase de acordo com a fase da doença, complementa a médica Camila.
As recentes notícias do caso do jogador Pelé, internado desde o dia 29 de novembro por causa da piora do quadro de câncer no cólon, informam que ele está em cuidados paliativos exclusivos. Isso significa dizer que a doença está em um estágio de evolução onde o tratamento curativo, além de não trazer mais ganhos significativos para câncer, os efeitos adversos das medicações se sobrepõem aos eventuais benefícios. Nesse momento, os esforços são dirigidos a cuidar dos sintomas de sofrimento físicos, emocionais, sociais e espirituais do jagador e de sua família.
Fonte:
- Oncologista e paliativista da Rede Kora, Camila Fonseca Perciano de Oliveira
(27) 99890-1667
Interaja com esta matéria

Participe da conversa