A busca pela cirurgia de redução de mamas tem crescido entre adolescentes no Brasil. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), mais de 95 mil procedimentos foram realizados no país em 2023, representando um aumento de 9% em relação a 2019. Esse fenômeno reflete uma tendência já observada nos Estados Unidos, onde o número aumentou 64% no mesmo período, com mais de 76 mil cirurgias realizadas no último ano.
Segundo o cirurgião plástico Dr. Humberto Pinto, esse aumento também tem sido percebido em sua clínica, especialmente entre meninas de 15 a 17 anos. “Nos últimos anos, temos notado um crescimento expressivo na procura de adolescentes pela redução mamária e mulheres pela explante mamário. Muitas delas chegam acompanhadas dos pais, relatando dores nas costas, dificuldades para praticar esportes e problemas de autoestima causados pelo tamanho das mamas”, explica.
O peso excessivo dos seios pode causar dores na coluna, marcas nos ombros devido ao uso do sutiã e até dificuldades posturais. Além disso, questões psicológicas como insegurança e baixa autoestima são frequentemente apontadas.
“A decisão de realizar uma cirurgia plástica em adolescentes precisa ser cuidadosamente avaliada. É essencial analisar o desenvolvimento corporal da paciente, verificar se as queixas são persistentes e entender o impacto dessa condição em sua rotina”, ressalta o cirurgião. Ele destaca que a orientação médica e o acompanhamento adequado são fundamentais para garantir resultados satisfatórios e segurança no procedimento. “O mais importante é que a paciente esteja bem informada sobre o procedimento, para que possa tomar uma decisão consciente e segura”, conclui o médico.


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