Comer em casa está na lista de fatores que motivou a alta no preço do arroz. A economista Cecília Perini explica que esse comportamento desencadeou maior demanda por itens básicos da cesta de alimentação elevando o custo. Além de fazer as próprias refeições, o hábito intensificado durante o período de isolamento social, encontra respaldo também em uma pesquisa da Mobills - startup de gestão de finanças pessoais -, que mostrou o crescimento de 94,67% nos pedidos feitos por aplicativos de entrega de comida.
“O contexto de pandemia favorece o aumento dos preços visto que as pessoas estão fazendo suas refeições em casa. O pagamento do auxílio emergencial também incentiva um maior consumo de alimentos. O preços dos alimentos não mudam apenas em função do custo de produção e quebra de safra. Existem diversos fatores macroeconômicos que interferem na oscilação”, acrescentou a economista.
Ainda de acordo com ela, a valorização do dólar frente ao real tem também seu papel no preço mais alto do arroz. “Com o real desvalorizado existe uma forte tendência do produtor ter maior interesse em exportar, diminuindo a oferta interna”, explicou.
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