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A ciência da felicidade e do bem-estar!

19/04/2023 • Por Juliana Fonseca • Leitura de 3 min
19/04/2023
Felicidade e bem-estar são metas cada vez mais desejadas pelas pessoas. Mesmo em meio à correria do mundo moderno, tecnológico e conectado, a busca por um estilo de vida mais saudável e por momentos de conexão consigo mesmo tem despertado à atenção de boa parte da sociedade. É a chamada health life, que veio para ficar e tende a ser uma tendência em ascensão constante.  Mas, o que seria felicidade e qual a relação dela com o bem-estar? Segundo cientistas e pensadores, felicidade é algo que não se acha, mas que se constrói. Parece complicado, mas envolve apenas esforço e movimentos constantes. É como andar de bicicleta, é preciso desenvolver a habilidade e praticá-la com frequência.   E o bem-estar? Ele é o resultado de se tornar a felicidade uma decisão cotidiana. Pois isso traz um bem imenso à saúde. “Para exemplificar, se dividirmos a felicidade em cinco elementos, sendo eles bem-estar físico, emocional, intelectual, relacional e espiritual, é possível observar que ela tem tudo a ver com saúde. Porque se trabalhada dessa forma, a felicidade fortalece o sistema imunológico, afastando a recorrência de doenças e permitindo uma recuperação mais rápida quando elas aparecerem”, comentou Juliany Pelissari, especialista em Gestão de Pessoas e proprietária do Buddha Spa Vitória. Essa busca por desenvolver a prática da felicidade também se alastra e beneficia outros campos, além do pessoal. Segundo pesquisa publicada pela Harvard Business Review, pessoas felizes rendem mais. Elas são, em média, 31% mais produtivas. A qualidade de vida impacta também a criatividade. Um trabalhador feliz é três vezes mais criativo. O levantamento revela ainda que empresas que priorizam o bem-estar dos funcionários derrubam as taxas de demissão em 55% e as de burnout, a síndrome do esgotamento profissional, em 125%.  “Ou seja, nada de colocar a culpa por não ser feliz na falta de tempo ou no excesso de trabalho. Afinal, se você se permitir momentos de relaxamento, de reflexão, de cuidados consigo mesmo, de trocas com amigos, com a família, de busca espiritual, o trabalho será uma parte boa e mais rentável no dia a dia”, ressaltou Juliany. Outro ponto a ser pensado, segundo a especialista, é: o que realmente nos deixa feliz? E aqui é preciso escapar das ciladas das redes sociais, onde a maioria das pessoas, todos os dias, parece estar engajada em esbanjar felicidade. “Não dá para acreditar que felicidade é tudo aquilo que os outros postam, curtem ou compartilham. Nada adoece tanto quanto ficar comparando a nossa vida com a dos outros. Se as mídias sociais tivessem que ser punidas por divulgar fake news, todas elas, sem exceção, teriam que suspender suas atividades, por mentira ou distorção. Por isso, vale ressaltar que não é possível ser feliz o tempo e que não é isso que estamos propondo. Vez ou outra é natural ficar infeliz e isso é contributivo ao nos levar a refletir sobre as causas dos problemas e em alternativas para sermos felizes”, orientou Juliany.  E é pensando em proporcionar ambientes para essa reflexão que crescem cada vez mais os refúgios em meio às cidades. Seja em espaços verdes, como praças e parques, em aulas de meditação, em centros de lazer ou em verdadeiros spas urbanos, com massagens, relaxamentos, terapias para acalmar, cuidar da saúde e ajudar na reconexão interior, cabendo a cada um procurar o que lhe proporciona esse acalento e desaceleração. A vida precisa da felicidade, e a felicidade precisa da vida.
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